segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

2018: O ano que virou adjetivo



        Acho que sei lá..."tô meio 2018" = uma bosta, terrível, sem saco, sem cor, chato, sem graça. Mas quem passou feliz e saltitante por 2018, me dá um abraço pra ver se eu pego uma boa vibe. Ô ano porreta, do capiroto, do contra, do não, do #ELENÃO. Não adianta, virou adjetivo, jamais esqueceremos. 
       2018: o ano que eu comecei de um jeito e terminei completamente diferente. Fiquei solteira, perdi a fé no amor. Daí me apaixonei, deixei de ser solteira por vários meses (9 para ser específica), e aí fiquei solteira de novo. E PONTO.  Porque percebi que tô a fim de viver uma relação comigo mesma. Nessa montanha russa de emoções, me (re)conheci diferente. E não é que gostei?  Mas calma! Só até as águas de março rolarem,  porque eu sou assim: p r e c a v i d a (leia isso com o dedo indicador pra cima), como diria uma amiga hahaha.  Foi ano que descobri que a calma não me acalma. É na correria, força, gritaria e dançando até chão que eu fico calma. Não é na contemplação que eu vejo a beleza da vida, mas nas gargalhadas de uma situação banal, ou num belo filme francês. Certamente a minha força se fez presente na defesa (às vezes feroz, não nego rs) das minhas convicções políticas e ideológicas.  Foi o ano do enfrentamento, da defesa de ideias. De bater de frente no amor, na profissão e na vida pessoal.  De defender minhas necessidades custe o que custar, de não aceitar migalhas. A cada porta que se fechou na minha cara, a cada rasteira, me permiti chorar dignamente igual as atrizes do Almodóvar.  Passada a ventania, levantei a cabeça e me encantei comigo mesma, com a força que eu não sabia que tinha. 
      Descobri que não sei cantar, mas que canto mesmo assim. Não sei jogar sinuca, mas continuarei jogando. Viajei sem programação, desfilei na avenida, me levei a blocos de carnaval com e sem companhia.  Percorri longos trajetos a pé, deixei de usar canudo de plástico . Fiz amigos no acaso, perdi outros por opção. Perdi a fé no amor, e depois achei, daí perdi e,  talvez,  lá na frente, o amor me encontre novamente.  Descobri que não tô a fim de prometer nada a ninguém. Meu compromisso é comigo mesma. E que está tudo bem. 
      E aquela leveza que tanto me cobravam, ironicamente, de forma bem contraditória, se fez presente. Só a calma que ainda vai levar um tempo, mas convenhamos que esse ano não tá pra paz.  O que espero de 2019? Não faço ideia, mas sei que obrigatoriamente será diferente