segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O ruivo

          O ruivo.Sempre tive uma tara por barbudos. E ruivos. Barbudinhos eu conheci vários, ruivos não. Esse foi o primeiro. Alto, rosto de bebê,  barbudo, gordinho (AMO) e cara de bravo. Conhecemos-nos pelo tinder..ah...o tinder! No post sobre  o “barbudex” eu conto mais sobre  minha experiência no tinder.  Lembro que quando vi a foto dele eu pensei: “barbudo e ruivo?, lá vou eu”. E fui. Ficamos conversando por algumas semanas, ele sempre muito direto e incisivo. Na época eu estava numa missão impossível de tentar conquistar o barbudex (agora penso que  deveria começar  a escrever pelo barbudex, mas tudo bem), um cara que só queria delivery... Então nem dei bola pra esse tal desse ruivo. As semanas passaram, resolvi arriscar. Encontramo-nos num bar aqui perto de casa. Cheguei na porta e ele estava do outro lado da rua. Olhei, acenei e ele veio. Aquele oi meio constrangido, sentamos e começamos a conversar. Falamos sobre tudo, uma cerva, mais  outra e começou meu ataque do xixi. Inúmeras vezes tive que sair pra fazer xixi...êêê mico. E então, um pouco mais de 1h depois ele disse que teria de ir embora. Pensei: ok, não gostou de  mim...Resolvi ligar pra uma amiga que estava num bar perto e ele então ele disse que me deixaria lá. Ele estacionou na frente do restaurante, fomos dar tchau e....ele me beijou. Sabe aquele beijo que encaixa direitinho? Daqui a  pouco buzinas e mais buzinas, tive de descer do carro e ele se foi. Minutos depois ele manda msg dizendo que queria terminar o que começamos. Fico feliz!
No dia seguinte ele me chama pra sair. Obaaaa! No dia seguinte? Uau! Arrasei! Saímos, ele sério, não me senti a vontade. Depois fomos ver  “o mar” e a cara dele mudou.  Foi então que ele me lembrou de algo que já havia me dito, mas não dei bola: EM MENOS DE UM MÊS ELE VAI EMBORA, VAI FAZER  INTERCÂMBIO! Ai que bosta...conheço um cara legal, ruivo, barbudo e ele vai embora??? Mas aí ele disse: “quando conheço uma menina fico na minha pra ver  no que vai dar, sem procurar por outras”. Gostei, resolvi me arriscar mesmo sabendo que ele ia embora. Quando íamos sair pela terceira vez, minha vó morreu. Tive que viajar, cabeça cheia, tristeza. Na volta, nos vimos e....e....né? Foi incrível, carinhoso, sabe muito bem usar as mãos. E a língua, se é que me entende....hahaha
Depois disso,  no fim de semana seguinte, fui viajar com amigas. Voltei, ele já estava frio. Novas...sabia que  o tal “quase” iria aparecer. Já era a semana dele ir embora. Falo com ele, ele demora pra responder. Falo da frieza dele e ele responde: “nada a ver, meu. To na correria aqui com as coisas...” Depois ele surge, sugiro um encontro mesmo sabendo que ele estava enlouquecendo com as correrias pra viagem. Ele curte e ideia, mas NADA. Ele se vai e não nos despedimos.
Fiquei num misto de “uau, conheci um cara incrível” com “a frieza  foi  por causa da viagem, ou porque era so aquilo que ele queria?”. Poderia eu “cobrar” atenção quando ele se preparava para ir embora? Fiquei na dúvida...dúvida essa que nunca vou esclarecer. No mesmo dia que ele embarcou,  fui numa festa open bar e bebi o bar inteiro. Não vi a festa, chorei a festa toda. Um quase amor foi embora, e mais uma vez fiquei sozinha. :(
Dois meses depois. DOIS. Ele puxa papo comigo no fb... ele diz estar com saudades daqui (queria que fosse de  mim. Tá, eu sei que sou boba) e que talvez a permanência dele lá seja de apenas 7 meses, e não 1 ano e meio.  Fiquei feliz, não sei se é bobice minha, mas fiquei com a sensação de que se ele não fosse embora, teríamos ficado mais vezes  juntos  ou até ter tido “algo a mais”.
Tentei segurar minha afobação e felicidade dele vir falar comigo. E no meio das minhas idealizações, vi que ele curtiu foto de outras meninas no fb. Vi por acaso, JURO. Nada melhor pra desapegar de alguém, vendo esse alguém interessado em outra... E nem me venha com essa de que curtir foto não significa nada!

Após isso, esqueci as idealizações. Apaguei a conversa com ele, dessegui ele no fb (mas não excluí). Mais um que jogo pro universo. Mais um que foi “quase”. 

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