Ele foi o começo de tudo. O começo da minha libertação, da minha coragem (?) pra se jogar e viver momentos. Ele foi o meu primeiro “relação casual”. Sexo casual. Foi o segundo cara que conheci no tinder. Logo que vi, gostei: estiloso, barbudãããão, mora perto de casa. Esse mesmo!
Papo aqui e ali...aquela velha história de “ver um filme lá em casa”. Recusei. Recusei 1, 2, vááárias vezes. Eu? Conhecer um cara na casa dele? Transar no primeiro encontro? J-A-M-A-I-S! E assim fiquei por semanas. Cheguei a dar um fora nele, porque ele dizia que a ex perseguia ele e por isso so poderia sair comigo NA CASA DELE. Ele me achou marrenta, decidida...tadinho, mal sabe ele a confusão que sou.
Depois de muito, mas MUITO investigar e stalkear ele (Cabe dizer que nesse caso foi necessário, afinal, não nos conhecíamos), vi que ele existe. Existe mesmo. Tanto é que existe, que é bem conhecido. Empresário, todo entretido nesse meio mais “alternativo”. Será que vou? Pergunto pra amiga, a amiga diz: “Se for, se solta e curte o momento!”. Após mandar uns 10 prints de fotos dele pra essa amiga (por segurança), FUI.
Ele me pegou aqui em casa. Entrei no carro: “prazer, sou a sardenta. Prazer, sou o barbudex”. Aquela conversa forçada até a casa dele. Eu entro, um apê normal. Ele todo entretido na arte, pensei que ia achar paredes rabiscadas, quadros, mas não. Volto a atenção pra ele, vergonha, MUITA vergonha. “O que eu tô fazendo aqui????”, eu pensava...uma cerveja, duas...papo de comadre. Ele levanta pra colocar um filme do Almodóvar (“por isso” que fui lá....) e me beija. Beijo molhado, babado, seria um prenúncio da babação que viria depois (você já vai entender).
A coisa esquenta, chamo ele pro quarto. Ele diz: “ta com pressa?”. Eu acho que tava...o quarto escuro. TUDO escuro. Mal vejo tudo, mal vejo ele. Que se foda! Tento me soltar, mas a babação começa. Bem essa mesmo que vc pode imaginar...não na boca. Aix...depois vamos para a ação efetiva, rodopios de posições, não consigo me concentrar. Palavras explícitas de tesão, me enrolo, sexo caótico, babado, mas até que bom. Não cheguei lá, não me soltei de verdade.
Depois ficou aquele silêncio. Eu e ele. Juntos, mas dois verdadeiros desconhecidos. A dúvida: Durmo aqui ou não? Lá em casa já estava tudo esquematizado pra dormir fora. Percebo ele desconfortável, eu também. Ele me deixa em casa. No dia seguinte, ele pede desculpas pela correria pós sexo. Me apego. Ahhhh se me apego...semanas atrás dele....
Demorei pra sacar que o interesse dele não era em mim, mas numa parte bem específica: DELIVERY. Aceito. Mas me vejo sabotar todos os convites dele. Será que eu queria mesmo isso? Após muitas DRs com ele, vi que não. Desapeguei, joguei pro universo. Bonito, rico, estiloso e barbudo. Mas não queremos a mesma coisa. Ele quer putaria. Eu quero mais. Ele deve estar babando em outras, e eu aqui. Sozinha. Mas nesse caso, melhor assim. Bom rapaz, tem uma ótima qualidade: É SINCERO. Nunca me prometeu nada. Eu que fantasiei. Eu que demorei pra aceitar isso. Vivendo e aprendendo....
Não me arrependo. Precisava disso pra me libertar, pra me descobrir e ver até onde posso ou não ir. Já sei que casual não é pra mim! Definitivamente... sou do tipo restaurante e não delivery.
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