segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

2018: O ano que virou adjetivo



        Acho que sei lá..."tô meio 2018" = uma bosta, terrível, sem saco, sem cor, chato, sem graça. Mas quem passou feliz e saltitante por 2018, me dá um abraço pra ver se eu pego uma boa vibe. Ô ano porreta, do capiroto, do contra, do não, do #ELENÃO. Não adianta, virou adjetivo, jamais esqueceremos. 
       2018: o ano que eu comecei de um jeito e terminei completamente diferente. Fiquei solteira, perdi a fé no amor. Daí me apaixonei, deixei de ser solteira por vários meses (9 para ser específica), e aí fiquei solteira de novo. E PONTO.  Porque percebi que tô a fim de viver uma relação comigo mesma. Nessa montanha russa de emoções, me (re)conheci diferente. E não é que gostei?  Mas calma! Só até as águas de março rolarem,  porque eu sou assim: p r e c a v i d a (leia isso com o dedo indicador pra cima), como diria uma amiga hahaha.  Foi ano que descobri que a calma não me acalma. É na correria, força, gritaria e dançando até chão que eu fico calma. Não é na contemplação que eu vejo a beleza da vida, mas nas gargalhadas de uma situação banal, ou num belo filme francês. Certamente a minha força se fez presente na defesa (às vezes feroz, não nego rs) das minhas convicções políticas e ideológicas.  Foi o ano do enfrentamento, da defesa de ideias. De bater de frente no amor, na profissão e na vida pessoal.  De defender minhas necessidades custe o que custar, de não aceitar migalhas. A cada porta que se fechou na minha cara, a cada rasteira, me permiti chorar dignamente igual as atrizes do Almodóvar.  Passada a ventania, levantei a cabeça e me encantei comigo mesma, com a força que eu não sabia que tinha. 
      Descobri que não sei cantar, mas que canto mesmo assim. Não sei jogar sinuca, mas continuarei jogando. Viajei sem programação, desfilei na avenida, me levei a blocos de carnaval com e sem companhia.  Percorri longos trajetos a pé, deixei de usar canudo de plástico . Fiz amigos no acaso, perdi outros por opção. Perdi a fé no amor, e depois achei, daí perdi e,  talvez,  lá na frente, o amor me encontre novamente.  Descobri que não tô a fim de prometer nada a ninguém. Meu compromisso é comigo mesma. E que está tudo bem. 
      E aquela leveza que tanto me cobravam, ironicamente, de forma bem contraditória, se fez presente. Só a calma que ainda vai levar um tempo, mas convenhamos que esse ano não tá pra paz.  O que espero de 2019? Não faço ideia, mas sei que obrigatoriamente será diferente

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Aqueles clichês que amamos dizer, mas que não servem para nada


   “Não se apega”, “Esquece ele”, “Não crie expectativas”, “o que tiver de ser será”, e etc...Quem nunca? Quem sempre? EU. Ah, mas eu não sei quantas vezes eu já disse isso, e  outras tantas que ouvi. Talvez até aqui no blog, ok ok assumo meu erro.  Parece belo na teoria, bonito e lírico. Mas não servem pra bosta nenhuma e vou explicar te fazendo uma pergunta: Como que se vive sem expectativas? Sem criar laços com os outros?  Sem se programar com nada e deixar que a vida resolva tudo? E como que chama essa tal “vida” para então resolver?! Vidaaaaaaa???? Cadê vc, minha filha???? Sempre desconfiei e continuarei desconfiando daquelas pessoas que parecem viver a vida sem roteiros. Que aparentam uma segurança e certeza de tudo! Aham, tá.
    “Desapega, amiga”...você escuta isso quando o lance  com o/a boy/mina não deu certo. Aí sempre vem alguém e te diz isso. A pessoa que fala acha que está fazendo um bem, acha que tem um dom e que é isso aí mesmo. Para quem escuta é uma tortura. Você fez tudo para dar certo com a pessoa e aí tudo acaba. Você se pergunta: “Por quêêêêêÊÊ?????” e refaz mentalmente os últimos dias, semanas  ou meses que viveram juntos para tentar achar a resposta. E então escuta alguém dizer “não se apega”. Aiiiiiiii, mas eu tenho vontade de esganar a pessoa! Já foi, já rolou, já se apegou. E aí você se sente fraca (o) por ter feito isso. NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOO!! Que que tem se apegar? Se jogar? Se permitir? O que quero dizer com isso, é que esse desapego parece  uma rota de fuga para mascarar a realidade, e para tentar te fortalecer ao negar algo incrível: se apaixonar!
     As relações não dão errado devido ao apego. Afinal, você precisa disso para seguir com a relação. Você precisa de estima e afeição, senão nada existe.  O problema está quando o apego está além de você mesma (o). Oi? Explicando...Quando você gosta tanto, mas tanto da pessoa que esquece de você, dos seus sonhos e desejos. Sacou? Quando você deixa de ver amigos (as) para estar com ele/ela. Quando o seu mundo perfeito é  o mundo dele/dela. Hum....então a palavra correta seria DEPENDÊNCIA? Isso. Quando você se subordina a pessoa sem perceber, quando exige dele/dela a total atenção do mundo. BINGO! Tudo bem se apegar, mas não depender ao ponto de esquecer que você existe. E por que ninguém explica isso? Por que só quem está passando por isso é que sente. Quem está de fora, não sente. E aí, o clichê “desapega” parece resolver tudo, e agora você sabe que não. E acredite em mim: Tô vivendo isso agora, nesse exato momento.
    Mas...e a tal da expectativa? Reitero o que disse antes: Como se vive sem expectativa? E complemento: Como que vive sem ESPERAR por algo? E então, de repente,  você descobre que se comprar 3 potes de chocolate em pó e digitar  o código de barras no site, você poderá ganhar uma viagem para qualquer lugar do mundo com mais 5 acompanhantes! Você vai lá, compra e faz tudo o que tem que fazer. Fez isso por acaso? Não pensou nem um poquinhozinho em ganhar? Viu, isso que tô dizendo. Alguém pode questionar “ai, mas nem se compara promoção com boy/mina”...Lá vamos nós novamente: aí você vai num bar com amigxs e vê  um boy/mina delícia. Trocam olhares...sorrisos...e aí você sai correndo e se esconde embaixo das cobertas. Certo? Certo apenas se houver algo a mais aí, uma dor de barriga, um problema mais sério. Mas falando sério, você sabe que a história não terminaria assim. No mínimo você pensaria algo como “hum....será que ele/ela é solteiro (a)”? “hum...o que posso fazer agora?” e por aí vai...Tá vendo? Por mínima que seja a expectativa existe. Se não existisse pra quê ir ao médico quando sinto dor, se no fim, um dia morrerei? Pra quê ir a uma entrevista de emprego, se poderei um dia ser demitida?
      Acho que  o lance da expectativa é o que aprendi vivendo essas histórias do meu blog. E o que minha querida terapeuta me disse esses dias: EXPECTATIVAS REALISTAS. Vamos separar o joio do trigo: A expectativa se torna um problema quando você, ao entrar na promoção que citei antes, programa sua vida e larga emprego para quando o prêmio chegar. Mas você nem sabe se vai ser sorteada (o)! Ou então quando conhece  o/a tal boy/mina delícia e já acha que poderão com certeza viver um grande romance com casamento e filhos! Mas onde está o meio disso tudo? Ou seja, como saber onde estamos? Analisando os fatos! Você ficou com o/a boy/mina, estão namorando, aí conversaram sobre casamento, aí casam. Aí foi...Ou quando você faz uma entrevista de emprego, recebe elogios e minutos depois te ligam para dar a boa notícia do emprego novo. E por aí vai...Mas nem tudo que reluz é  ouro, e sendo assim, vamos com calma. Curioso eu dizer isso, né? Mas na porrada aprendi a lição: UM DIA DE CADA VEZ.
        E é assim, vivendo um dia de cada vez que conseguimos seguir a diante. Só assim mesmo que o boy/mina que te magoou vai aos poucos sumindo do teu pensamento. Nem adianta ir atrás desses clichês, achar que sua força está em ser fechada, zerada no amor. Nada a ver. Alguém pode dizer: “mas sardentaaaaaaa ele/ela não sai da minha cabeça, mesmo eu sabendo que ele/ela é  um (a) bosta”. Eu seiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii bem isso aí, mas aí você faz listas. Lista tudo o que proporcionou o fim, tudo de ruim que ele/ela fez, e suas potencialidades, ou seja, o que você pode fazer e como você é. Enfim, suas qualidades. Mais uma vez, devo dizer que essas listas minha terapeuta que me ajudou a entender a necessidade. E aí, quando bater o siricutico de querer saber dele/dela ou essa nostalgia que nos persegue nesse ‘pós-término’, levante a cabeça e leia em voz alta essa lista. Em especial a que contém os motivos do término.De repente, você ficará bem. Mas vai ser no seu tempo, do seu jeito. Mas não se feche, beleza? E vê se não se pune ouvindo esses clichês, ok? 

       Tamo junto!


domingo, 21 de janeiro de 2018

Preciso falar sobre você

                     


     Você que está aí do outro lado lendo isso, homem ou mulher,  já imaginou que às vezes uma pequena ação pode mudar sua vida? Tudo começou no tinder, eu vi ele. O tal cara que em posts atrás eu dizia ser  O CARA DA MINHA VIDA. Fiquei na dúvida... X ou coração? Dei coração...papo vem, papo vai...saímos, nos beijamos, nada de mais, mesmo. Fiquei com outros, ele namorou outra, mas de vez em quando a gente se falava pelo whats. Até que um dia, a vida nos colocou bem perto. A escola onde ele trabalhava precisava de uma professora com a minha formação. Quase fui trabalhar lá, mas não rolou. Continuamos a nos falar, até que vi ele no tinder outra vez...Ué? “ele não estava namorando”? Olhei no face e dizia estar...e então ele veio me perguntar se eu havia dado match ou não com ele. Desci o sarrafo nele. “Sua namorada sabe que você está no tinder?” “não me relaciono com caras comprometidos...”. Ele se justificou, disse que já tinha terminado, e depois disse que  o namoro não estava legal...ZZZzzzZZZZzzz. Uma ou duas semanas depois saímos (olhei o face e já estava solteiro), e achei que seria nada de mais. Mas não, foi incrível. E a partir do dia 9 de outubro de 2015 até  o dia 16 de janeiro de 2018, não nos desgrudamos mais. Uma relação FODA, de muita parceria, manifestações, viagens, promessas e...decepções. No começo, eu não sabia se ia me jogar nessa. Mas  o jeito dele, me conquistou. E ele realmente se esforçou para abrir meu coração. Então como eu disse, uma simples ação, o like mudou a minha vida...

     A partir de agora, caro (a) leitor (a) eu mudarei o direcionamento desse texto.
  

      Preciso falar sobre você. 


     Preciso colocar pra fora o que está dentro de mim. Esse texto é pra você, “x brasilians boy”(nosso apelido), meu querido menino  “uma ideia na cabeça e uma câmera na mão”, no seu caso, a câmera fotográfica. Sabe quando você me pedia leveza? Quando você dizia “sardenta, só quero uma relação mais leve”? Eu não entendia, porque sempre achei que poderia controlar tudo ao meu redor. Essa era a minha fortaleza, saber  onde estou e para onde vou, que horas, e onde. Erro meu. Mas mesmo diante do abismo, e parafraseando a escritora Júlia Faria, estou encontrando a “poesia no caos”
     Sabe como? Porque pela primeira vez em muito tempo, estou olhando pra mim, me escutando. Todo mundo dizia para eu fazer isso, e pra isso, é necessário tempo. Que ironia, não? Logo eu que tanto te cobrei coerência, estou sendo incoerente agora. Logo eu, que disse que “tempo não existe”, estou mergulhada nele...Quero te dizer que você não tem culpa se eu me perdi de  mim mesma nas fases finais da nossa história. Se eu te idealizei, como você mesmo disse. Talvez eu tenha feito isso. Talvez eu tenha inventado um você, e talvez isso tenha sido a minha desculpa para não perceber que do jeito que estava não estava bom.  Eu errei aí, e você errou ao não ser sincero, ao levar as coisas para  o pessoal, ao não esclarecer e não se permitir ser você mesmo, com coragem e maturidade. Você queria o melhor dos dois mundos, e esqueceu que quando fazemos uma escolha, abrimos mão de outras coisas...

         Erramos, mas também acertamos...

     Não posso negar que ainda sinto conforto no seu perfume deixado no meu travesseiro. Na nostalgia do vestido que você me deu natal, e que eu iria usar numa ocasião especial. Não quero esquecer o jeito que você me olhava, e que mesmo 2 anos e 2 meses depois, foi o mesmo. Aquele dia no carro, no último dia que nos vimos, você usava a camiseta que te dei, aquela dos Beatles. E mesmo diante do fim, você não deixou de me olhar. Você tentava me abraçar, me acalmar, mas eu já sabia que apesar de você me amar, eu não sou mais o suficiente pra você. Será que você é pra mim? Eu sei que foi...e que foi bom enquanto durou. Foi lindo e ainda me pego rindo de algumas histórias. Como aquela da mini barata que apareceu na minha mão, enquanto estávamos no meio do trânsito caótico. E mesmo você estando puto, você a matou e teve de lidar com a mão suja...., mas fez isso para que eu ficasse tranquila. Afinal, odeio baratas. Lembro da sua dancinha com a mãozinha, dança esquisita, mas sua. Só sua e que fez eu me apaixonar por vc. Te amar como vc é: por dentro e  por fora. Te cuidar e mesmo com minhas idealizações, nunca deixei de te ver. N-U-N-C-A.
         Lembro-me dos corações que você me mandava ao longo do dia para que eu soubesse que você estava pensando em mim. Lembro-me do frio na barriga, que eu sempre sentia ao te ver. SEMPRE. Lembro-me da nossa primeira transa e da última. Lembro-me da primeira transa depois que vc me pediu em namoro. Lembro-me do seu cheiro, lembro-me de vc. E acho que sempre vou lembrar, porque vc me permitiu amar e ser amada. E sou muito grata por isso.
         Dói saber que não vou mais te beijar, te abraçar, e que seu cheiro no meu travesseiro vai acabar. E que talvez eu demore um tempo para usar o vestido, e que talvez eu nunca mais sinta você nos meus braços, escute seus longos aúdios, suas “palestras” sobre os assuntos que você domina. Talvez eu nunca saiba  o que você pensou nessa fase final,  quando te mandei aquela mensagem no whatsapp. Eu sei que vc queria um tempo, já não era a primeira vez que vc comentava isso, ou que dava sinais. Meu amor  por vc  é tão grande e cego, que não fui capaz de perceber. Sei que no fim das contas, mesmo vc recuando e dizendo “vamos seguir com a relação e ver no que dá, mas talvez daqui umas 3 semanas eu peça um tempo”, foi eu quem pediu uma semana, ou “tempo”. UMA SEMANA. Assim o fiz, porque precisava processar tudo: “talvez seja bom eu ser solteiro mais uma vez...” Lembra? Essa doeu, e sangrou porque há 3 semanas vc disse que queria casar comigo. Que eu era a mulher da sua vida, e que vc queria que sempre e sempre eu ficasse segura com isso... Não foi a primeira vez que vc disse isso, mas sabemos que  o “casar” sempre foi uma utopia, afinal, a ideia nunca foi para  o papel.
        Eu te falei que casamento não estava em pauta para 2018, que tudo bem vc não saber, mas que não havia razão para promessas, não é? Nós somos professores e sabemos o poder da palavra. Sabemos mais que todo mundo, que somos responsáveis pelo o que falamos. Por talvez eu cansar de repetir isso, de esperar de você decisões, eu falei que não queria te ver  por  uma semana. U-M-A   S-E-M-A-N-A. Você me perguntou se era isso mesmo, e eu te disse que não sabia. Mas sabe, lá no fundo, bem no fundo eu sabia que deveria ser assim. Eu consigo relevar suas indecisões, suas crises como essa que tais passando. Ninguém é perfeito, e te amo nas imperfeições também. Mas isso foi forte demais, não posso relevar estar com alguém que não sabe se quer estar comigo, aqui e agora. Que não sabe se a vontade de ser solteiro é maior que a vontade de ficar comigo. Que de livre e espontânea vontade fala sobre casar, mas depois recua. E fala de novo, e recua...  E de novo, e de novo...................E esperar pela sua resposta/decisão,  ou negar esses fatos, é não me ver, não me respeitar. Não posso mendigar amor, por mais que eu queira que você esteja aqui e agora. Eu não posso e não devo.
       Você ocultou seu status de namorando e deixou visível apenas pra mim. E eu te pedi para não fazer nada nesses dias, NESSES 7 DIAS. Eu te falei do facebook, lembra? E vc disse que nada faria, que esperaria e que iria me procurar. Eu te procurei antes do tempo, porque meu tempo acabou quando vi que você fez isso. Deixou seu status visível APENAS PRA MIM. Sério? Infantil e covarde foi a sua atitude. Você me conhece e sabe que sou “burocrática”, eu sei q você sabe que eu iria te procurar nesse tempo. Mesmo com todo mundo dizendo “foda-se ele”, “deixa pra lá”, eu queria honrar o compromisso, queria manter a minha palavra. Mas quem sou eu para julgar se eu sempre soube que você é péssimo com as palavras?  Mas devo te dizer, meu amor...que esse era  o momento crucial para que você fosse claro. Para que você soltasse  o grito de liberdade que talvez estivesse preso na sua garganta. Mas com classe, e sendo aquele cara incrível que conheci. Aliás, cadê ele?
       Você abriu uma porta quando disse que queria um tempo, quando tentou me convencer e quando  falou em ser solteiro. Na real, bem na real, acho que abriste a porta antes disso. Quando às vezes vc dizia não saber como seria quando vc fizesse seu mestrado. Como seria se  o nosso tempo juntos tivesse de diminuir. Mas vc não percebeu (e eu tb) que ele já era curtinho, devido aos nossos trabalhos. Então seria como? Para uma relação existir as duas partes têm de querer, e para isso existe vontade... Eu pensei 73659264 vezes com seria nosso encontro após esses 7 dias. Pensei no que iria te dizer, sofri com o que vc poderia me dizer...mas estava disposta a te dar a mão caso o único problema fosse sua crise pessoal. Mas se vc fez essa mudança se ocultou nossa relação para  o mundo, por mais besta que seja o caralho do facebook, vc tomou sua decisão. Por isso, tive de te dar a má notícia de que estou saindo fora, buscando meu caminho, minha vida, meus sonhos. E que pena que tudo tenha acabado de forma tão impessoal e fria, mas me nego a seguir com isso, a viver na esperança de  um novo vc. Não outro, vc como eu conheço, mas mais seguro e maduro.  O certo seria te dizer pessoalmente, nós sabemos. Mas eu cheguei no meu limite, não tenho forças.
      Sabe, eu te admiro. De verdade, porque sei que vc é brilhante e será mais ainda quando for mestre. Eu queria estar do seu lado e ver tudo isso. Mas a porta estava aberta e vc não me pediu para ficar. Vc me deixou ir, e vc deveria saber que eu analiso tudo, tudinho.  Vc deveria saber que iria interpretar esse teu ato no face. Vc tb sabe que não deveria ter postado aquela foto sua, com seu amigo e sua irmã ao meio de cervejas. Sério que fez isso, durante os 7 DIAS? Não, não desejei que vc ficasse que nem padre em casa. Mas esperava que vc pudesse pensar e ver que, PORRA! TÔ INDO EMBORA! Não é vc que não estava bem com sua aparência? Por que não postou essa bosta depois? Sabe, é disso que estou falando. Vc quer ter memórias fotográficas com seus alunos, mas não comigo. Vc sabe disso. Seja verdadeiro, caralho! Como que vc diz que não quer que eu saia da sua vida (lembra, no carro?), mas não me pede para ficar? Esse tipo de coisa eu não posso mais suportar. A imaturidade de vc escutar mais ao amigo que a vc mesmo, também não posso. E vc sabe que é assim, vc mesmo me disse isso. Ele não tem culpa, é só um cara qualquer.
         Por isso que te dizia: seja autêntico. Vc disse que não queria me magoar, que iria recuar na ideia de tempo quando me viu desabar. Mas isso não é certo. Não é assim que as coisas funcionam. Quando te mandei a msg final no whats, não posso negar que existia a esperança de vc dizer que eu estava errada, que foi um mal entendido. Mas vc não me respondeu...nem ao menos se defendeu. Nada, NADA. Se errei, vc deveria ter me lembrado de que isso não se faz pelo whats.
       Então é isso. Na porrada eu recuei e me vi. Talvez agora vc tb se veja. Eu desejo que vc seja feliz, me desculpe se  o chamei de sádico quando vc me disse se não sabia se queria continuar comigo. Mas vc sabe que dias antes tinha dito que me amava, não dava para esperar que eu lhe desse flores, né? Eu te amo, vai demorar para isso passar, mas vai passar. Não te desejo mal, e apesar dos pesares isso me ensinou muitas coisas. Vc me ensinou. Não escrevo isso para te tacar no fogo, mas para aliviar meu coração. E para quem sabe se um dia vc ler  esse  texto, que vc saiba que não foi um cara qualquer. Com erros e acertos, foi lindo enquanto durou. Não posso esquecer a nossa história, e vc não é um crápula, embora tenha agido de maneira ruim nesses últimos dias. Embora tenha me machucado.
         Se me perguntasse  o que eu queria, diria que estar com vc. Mas pra isso, vc teria de entrar de novo pela porta da frente, me dar aquela segurança gostosa que tínhamos em 2016. Sabe por que o namoro não teve o mesmo sabor? Porque  o tempo não volta e nunca seremos as mesmas pessoas. Mas poderíamos ter escrito uma nova página, um novo capítulo de nós mesmos se nos permitíssemos ser quem somos. Você, o destemido e que aprecia  o belo. Eu, a transparente que fala o que pensa. Eu estava disposta a isso, mas percebi que vc tomou sua decisão sem ao menos me comunicar.
        E se um dia, vc se arrepender de tudo isso, de ter me perdido, volte! Mas volte inteiro e pela porta da frente. Não falo isso por jogo, pois vc sabe que não sou dessas. Mas se for pra ser assim, espero que vc me prove que eu estou errada em dizer que vc é  covarde. Tente, mesmo que eu esteja em outra. Mas tente...Mas lembre-se de bater na porta antes de entrar, ok?

        Obrigada por fazer parte da minha vida e da minha história. Obrigada por, apesar desse final triste, vc me fazer ver  poesia no caos.   

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Sobre e sob amor

O que é  o amor? Que pergunta tola, né? Mas esses dias me peguei pensando nisso e aí lendo o Carlos Drummond de Andrade, achei isso aqui:

Quero

Quero que todos os dias do ano todos os dias da vida de meia em meia hora de 5 em 5 minutos me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo, creio, no momento, que sou amado. No momento anterior e no seguinte, como sabê-lo?
Quero que me repitas até a exaustão que me amas que me amas que me amas. Do contrário evapora-se a amação pois ao não dizer: Eu te amo, desmentes apagas teu amor por mim.
Exijo de ti o perene comunicado. Não exijo senão isto, isto sempre, isto cada vez mais. Quero ser amado por e em tua palavra nem sei de outra maneira a não ser esta de reconhecer o dom amoroso, a perfeita maneira de saber-se amado: amor na raiz da palavra e na sua emissão, amor saltando da língua nacional, amor feito som vibração espacial.
No momento em que não me dizes: Eu te amo, inexoravelmente sei que deixaste de amar-me, que nunca me amastes antes.
Se não me disseres urgente repetido Eu te amoamoamoamoamo, verdade fulminante que acabas de desentranhar, eu me precipito no caos, essa coleção de objetos de não-amor.


Carlos Drummond de Andrade


            Sei o que talvez você esteja pensando: que piegas, que brega, que melação. 5 em 5 minutos?! Não siga à risca, mas perceba a intenção da poesia. Dizer, mostrar, falar, RECIPROCIDADE. Mas acho que  o amor deve ser exposto, com vontade, com verdade. Ou então, não é amor. 

Gosto de liberdade





     
        Esse tem que ser lido ao som do Di Melo, link no youtube aí. Não me pergunte  o motivo, mas lembro dele quando ouço a música. Liberdade, libertinagem, ousadia, putaria e sacanagem. Aqui estamos, dentro e  por fora, dentro e fora, dentro e fora, fora e dentro, escorrega, entra e sai. Na boca, na perna, no sexo.  Ainda lembro com exatidão o gosto e cheiro. De tudo, de cada parte. Não pense que isso represente algo romântico, mas um bem-estar, uma lembrança boa, com gosto de “liberdade”.
        Estudamos juntos. Mesmo curso, mesma faculdade, mas em turmas diferentes. Na verdade eu lembrava dele da época do cursinho, nos tempos em que eu ainda queria fazer cinema...Depois o vi na faculdade e aquele ar de mistério que ele carrega sempre me interessou. Via ele em festas, sempre com o cigarro numa mão, e a cerveja na outra. Barba mal feita, cabelo bagunçado. Culto, de esquerda, assim que eu gosto. Sabia das “coisas” dele por meio de amigos em comum: do dia que ele subiu numa caixa de som para pegar uma conhecida, de quando ele bebeu todas e ficou jogado por aí. Ele tem uma coisa, não sei definir, mas tem e isso sempre me atraiu. Eu olho pra ele e tenho vontade de tirar a roupa, de transar na rua, na praia e de fazer tudo aquilo que dá vontade.
       O tempo passou, nada rolou até que um belo dia, no tinder....match! “Oi, tudo bem? Acho que nos conhecemos...” “sim, vc não é a fulana?” “E vc o beltrano...”. Papo vem, papo vai...encontro. Puta merda, ele, o misterioso, charmoso, gostoso, tesão. Conversamos como bons amigos, bebemos, rimos do quanto era curioso sairmos naquele contexto:  aplicativo, sendo que estudamos “juntos”. Confesso que ele me surpreendeu, pois eu ainda tinha a imagem daquele cara que não quer nada com nada. A noite ia terminando até que sugeri mais uma volta. Sério, que eu ia embora sem pegar o cara? AH TÁ. Nos pegamos, não lembro o porquê não transamos. Coisa minha certamente...
        Tempo passou, papo aqui e ali, segundo encontro. Barzinho perto da universidade, papos sobre masterchef, tv, política, “ah, vamos um dia cozinhar juntos” “vamos”. E então vi que ele era um cara normal, mais normal do que aquele que existia na minha imaginação. Então a conversa de cozinha me cansou, ele percebeu, deu um “chega junto” e fomos para  o carro. Ahhh daí o clima esquentou, um vulcão, terremoto, tudo junto e misturado. Delícia, mas onde transar? Na minha casa família presente, na dele também...Até  que...adentramos a universidade e ali foi.
        Sabe  o que acho foda? Mais foda que a foda? Quando (com a minha permissão) me pegam com força e me chamam de gostosa. E ele disse em alto e bom som “vc me deixa louco”. Então era isso! isso que eu queria. Peguei, dei com vontade, gozei e fim. Isso, pra mim, é me sentir empoderada. Fazer o que quero, com respeito e liberdade.

LIBERDADE.

       Gratidão, querido “gosto de liberdade”, cujo o nome rima com o anjo Gabriel, mas de santidade não tem nada. Ainda bem, pois sou ateia.



domingo, 3 de setembro de 2017

Ruivo - The End.


Lembram do Ruivo?

        Pois então...desde minhas últimas postagens, eu estava na expectativa se ele iria voltar dos EUA ou não, se iríamos nos ver  ou não. Ele voltou, mas antes disso trocou inúmeras mensagens fofas comigo. Assim, não sei se fofas ou se para  uma cabeça com boa imaginação e coração carente, foi interpretado dessa forma. Ele chegou e dois dias depois a gente se viu. Lembro-me até hoje do meu nervosismo ao descer a escada do prédio, o abraço apertado que demos quando nos vimos. Aviso 💣 essa não é uma história de amor. Sory pelo spoiler, mas se há alguém minimamente apaixonada lendo isso pode já estar suspirando. Pare, e leia com a razão. Bom, continuando....
      Fomos  num restaurante mexicano bem bacana, papos em dia, olhares profundos e carinhos. Ele pagou a conta, eu penso "nossa que cavalheiro". Vale dizer que nessa época eu ainda não conhecia  o feminismo, e reproduzia o machismo. Logo, achei que esse ato dele representaria algo como "tô a fim de vc", ai que tola...Depois fomos dar umas voltas por aí e acabamos no motel. Foi incrível, com ele sempre foi. Mas sabe aquela  Maldição do quase? que sempre da merda? Pois bem, deu. Mas devo dizer que contribuí muito para isso. Lá vai...
    Eu pelada ele também. Tínhamos que ir embora, eu me levanto e começo a me vestir. Então eu penso: "é agora" e com uma coragem de não sei da onde eu começo a falar, falar, e falar. Ele não entende nada, nem eu e nem vc que está aí lendo. Mas eu meio que....que...me declarei. Maldita geminiana, que fala sem pensar. Resumidamente eu disse que não queria nada casual e ele me responde "quem disse que isso foi casual?". Ainda assim, assustei ele tanto que nos dias seguintes eu fiquei na nóia e ele não me deu bola. Na real ele me procurava quando queria, mas eu, presa num amor romântico que não existia, achava que um dia ele iria ver como sou maravilhosa....doce ilusão.
    A gente até se viu depois, umas 3  ou 4 vezes sempre no mesmo combo: Cineminha, barzinho e motel. Os melhores motéis da cidades, quartos com banheira, teto solar e putaria. A minha ficha de que ele só queria sexo caiu quando o convidei para meu aniversário. Além dele não ir, sequer me deu parabéns. Doeu, doeu pra caralho. Como assim meu? Me come e nem para me desejar parabéns? aí depois disso me desliguei dele.
    Mas como todo fênix ele ressurgia de vez em quando e até no tinder rolava match de novo. E o certificado de babaca do ano veio quando ele começou a namorar e CONTINUOU NO TINDER. Depois peguei outros caras e a imagem que eu tinha dele - lindo, barbudo, jogador de futebol americano - ruiu. Postagens dele no facebook totalmente reaça e machista, Aí, deletei ele e a vida seguiu.

Olar!

Olar!


      Acho que voltei. 

    Um misto de curiosidade, emoção e nervosismo. Tanta coisa aconteceu nesses dois anos! Um amadurecimento, novos pensamentos (feminismo), amores, desamores e...é. Acho que achei O CARA, não sou mais a “quase”. Eu não gosto de gritar felicidade na janela, pois sempre há inveja, ainda mais para quem sempre foi azarada nesse quesito de amor. Assim que possível falarei sobre ele, pois ele merece uma atenção especial, logo, um post DAQUELES. Mas por enquanto voltemos ao passado, pois desde minha última postagem muita coisa rolou. TIPO, MUITA.