“Não se apega”, “Esquece ele”, “Não
crie expectativas”, “o que tiver de ser será”, e etc...Quem nunca? Quem sempre?
EU. Ah, mas eu não sei quantas vezes eu já disse isso, e outras tantas que ouvi. Talvez até aqui no blog, ok ok assumo meu erro. Parece belo na
teoria, bonito e lírico. Mas não servem pra bosta nenhuma e vou explicar te
fazendo uma pergunta: Como que se vive sem expectativas? Sem criar laços com os
outros? Sem se programar com nada e
deixar que a vida resolva tudo? E como que chama essa tal “vida” para então
resolver?! Vidaaaaaaa???? Cadê vc, minha filha???? Sempre desconfiei e continuarei
desconfiando daquelas pessoas que parecem viver a vida sem roteiros. Que
aparentam uma segurança e certeza de tudo! Aham, tá.
“Desapega,
amiga”...você escuta isso quando o lance
com o/a boy/mina não deu certo. Aí sempre vem alguém e te diz isso. A
pessoa que fala acha que está fazendo um bem, acha que tem um dom e que é isso
aí mesmo. Para quem escuta é uma tortura. Você fez tudo para dar certo com a
pessoa e aí tudo acaba. Você se pergunta: “Por quêêêêêÊÊ?????” e refaz mentalmente
os últimos dias, semanas ou meses que
viveram juntos para tentar achar a resposta. E então escuta alguém dizer “não
se apega”. Aiiiiiiii, mas eu tenho vontade de esganar a pessoa! Já foi, já rolou, já se apegou. E aí você se sente fraca (o) por ter
feito isso. NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOO!! Que que tem se apegar? Se jogar? Se permitir? O que
quero dizer com isso, é que esse desapego parece uma rota de fuga para mascarar a realidade, e
para tentar te fortalecer ao negar algo incrível: se apaixonar!
As
relações não dão errado devido ao apego. Afinal, você precisa disso para seguir
com a relação. Você precisa de estima e afeição, senão nada existe. O problema está quando o apego está além de
você mesma (o). Oi? Explicando...Quando você gosta tanto, mas tanto da pessoa
que esquece de você, dos seus sonhos e desejos. Sacou? Quando você deixa de ver
amigos (as) para estar com ele/ela. Quando o seu mundo perfeito é o mundo dele/dela. Hum....então a palavra
correta seria DEPENDÊNCIA? Isso. Quando você se subordina a pessoa sem
perceber, quando exige dele/dela a total atenção do mundo. BINGO! Tudo bem se
apegar, mas não depender ao ponto de esquecer que você existe. E por que
ninguém explica isso? Por que só quem está passando por isso é que sente. Quem
está de fora, não sente. E aí, o clichê “desapega” parece resolver tudo, e
agora você sabe que não. E acredite em mim: Tô vivendo isso agora, nesse exato
momento.
Mas...e
a tal da expectativa? Reitero o que disse antes: Como se vive sem expectativa?
E complemento: Como que vive sem ESPERAR por algo? E então, de repente, você descobre que se comprar 3 potes de chocolate
em pó e digitar o código de barras no
site, você poderá ganhar uma viagem para qualquer lugar do mundo com mais 5
acompanhantes! Você vai lá, compra e faz tudo o que tem que fazer. Fez isso por
acaso? Não pensou nem um poquinhozinho em ganhar? Viu, isso que tô dizendo.
Alguém pode questionar “ai, mas nem se compara promoção com boy/mina”...Lá
vamos nós novamente: aí você vai num bar com amigxs e vê um boy/mina delícia. Trocam olhares...sorrisos...e
aí você sai correndo e se esconde embaixo das cobertas. Certo? Certo apenas se
houver algo a mais aí, uma dor de barriga, um problema mais sério. Mas falando
sério, você sabe que a história não terminaria assim. No mínimo você pensaria
algo como “hum....será que ele/ela é solteiro (a)”? “hum...o que posso fazer
agora?” e por aí vai...Tá vendo? Por mínima que seja a expectativa existe. Se
não existisse pra quê ir ao médico quando sinto dor, se no fim, um dia
morrerei? Pra quê ir a uma entrevista de emprego, se poderei um dia ser
demitida?
Acho
que o lance da expectativa é o que
aprendi vivendo essas histórias do meu blog. E o que minha querida terapeuta me
disse esses dias: EXPECTATIVAS REALISTAS. Vamos separar o joio do trigo: A expectativa
se torna um problema quando você, ao entrar na promoção que citei antes,
programa sua vida e larga emprego para quando o prêmio chegar. Mas você nem
sabe se vai ser sorteada (o)! Ou então quando conhece o/a tal boy/mina delícia e já acha que
poderão com certeza viver um grande romance com casamento e filhos! Mas onde
está o meio disso tudo? Ou seja, como saber onde estamos? Analisando os fatos! Você
ficou com o/a boy/mina, estão namorando, aí conversaram sobre casamento, aí
casam. Aí foi...Ou quando você faz uma entrevista de emprego, recebe elogios e
minutos depois te ligam para dar a boa notícia do emprego novo. E por aí
vai...Mas nem tudo que reluz é ouro, e
sendo assim, vamos com calma. Curioso eu dizer isso, né? Mas na porrada aprendi
a lição: UM DIA DE CADA VEZ.
E
é assim, vivendo um dia de cada vez que conseguimos seguir a diante. Só assim
mesmo que o boy/mina que te magoou vai aos poucos sumindo do teu pensamento.
Nem adianta ir atrás desses clichês, achar que sua força está em ser fechada,
zerada no amor. Nada a ver. Alguém pode dizer: “mas sardentaaaaaaa ele/ela não
sai da minha cabeça, mesmo eu sabendo que ele/ela é um (a) bosta”. Eu seiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
bem isso aí, mas aí você faz listas. Lista tudo o que proporcionou o fim, tudo
de ruim que ele/ela fez, e suas potencialidades, ou seja, o que você pode fazer
e como você é. Enfim, suas qualidades. Mais uma vez, devo dizer que essas
listas minha terapeuta que me ajudou a entender a necessidade. E aí, quando
bater o siricutico de querer saber dele/dela ou essa nostalgia que nos persegue
nesse ‘pós-término’, levante a cabeça e leia em voz alta essa lista. Em
especial a que contém os motivos do término.De repente, você ficará bem. Mas
vai ser no seu tempo, do seu jeito. Mas não se feche, beleza? E vê se não se pune ouvindo esses clichês, ok?
Tamo junto!
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