quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Aqueles clichês que amamos dizer, mas que não servem para nada


   “Não se apega”, “Esquece ele”, “Não crie expectativas”, “o que tiver de ser será”, e etc...Quem nunca? Quem sempre? EU. Ah, mas eu não sei quantas vezes eu já disse isso, e  outras tantas que ouvi. Talvez até aqui no blog, ok ok assumo meu erro.  Parece belo na teoria, bonito e lírico. Mas não servem pra bosta nenhuma e vou explicar te fazendo uma pergunta: Como que se vive sem expectativas? Sem criar laços com os outros?  Sem se programar com nada e deixar que a vida resolva tudo? E como que chama essa tal “vida” para então resolver?! Vidaaaaaaa???? Cadê vc, minha filha???? Sempre desconfiei e continuarei desconfiando daquelas pessoas que parecem viver a vida sem roteiros. Que aparentam uma segurança e certeza de tudo! Aham, tá.
    “Desapega, amiga”...você escuta isso quando o lance  com o/a boy/mina não deu certo. Aí sempre vem alguém e te diz isso. A pessoa que fala acha que está fazendo um bem, acha que tem um dom e que é isso aí mesmo. Para quem escuta é uma tortura. Você fez tudo para dar certo com a pessoa e aí tudo acaba. Você se pergunta: “Por quêêêêêÊÊ?????” e refaz mentalmente os últimos dias, semanas  ou meses que viveram juntos para tentar achar a resposta. E então escuta alguém dizer “não se apega”. Aiiiiiiii, mas eu tenho vontade de esganar a pessoa! Já foi, já rolou, já se apegou. E aí você se sente fraca (o) por ter feito isso. NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOO!! Que que tem se apegar? Se jogar? Se permitir? O que quero dizer com isso, é que esse desapego parece  uma rota de fuga para mascarar a realidade, e para tentar te fortalecer ao negar algo incrível: se apaixonar!
     As relações não dão errado devido ao apego. Afinal, você precisa disso para seguir com a relação. Você precisa de estima e afeição, senão nada existe.  O problema está quando o apego está além de você mesma (o). Oi? Explicando...Quando você gosta tanto, mas tanto da pessoa que esquece de você, dos seus sonhos e desejos. Sacou? Quando você deixa de ver amigos (as) para estar com ele/ela. Quando o seu mundo perfeito é  o mundo dele/dela. Hum....então a palavra correta seria DEPENDÊNCIA? Isso. Quando você se subordina a pessoa sem perceber, quando exige dele/dela a total atenção do mundo. BINGO! Tudo bem se apegar, mas não depender ao ponto de esquecer que você existe. E por que ninguém explica isso? Por que só quem está passando por isso é que sente. Quem está de fora, não sente. E aí, o clichê “desapega” parece resolver tudo, e agora você sabe que não. E acredite em mim: Tô vivendo isso agora, nesse exato momento.
    Mas...e a tal da expectativa? Reitero o que disse antes: Como se vive sem expectativa? E complemento: Como que vive sem ESPERAR por algo? E então, de repente,  você descobre que se comprar 3 potes de chocolate em pó e digitar  o código de barras no site, você poderá ganhar uma viagem para qualquer lugar do mundo com mais 5 acompanhantes! Você vai lá, compra e faz tudo o que tem que fazer. Fez isso por acaso? Não pensou nem um poquinhozinho em ganhar? Viu, isso que tô dizendo. Alguém pode questionar “ai, mas nem se compara promoção com boy/mina”...Lá vamos nós novamente: aí você vai num bar com amigxs e vê  um boy/mina delícia. Trocam olhares...sorrisos...e aí você sai correndo e se esconde embaixo das cobertas. Certo? Certo apenas se houver algo a mais aí, uma dor de barriga, um problema mais sério. Mas falando sério, você sabe que a história não terminaria assim. No mínimo você pensaria algo como “hum....será que ele/ela é solteiro (a)”? “hum...o que posso fazer agora?” e por aí vai...Tá vendo? Por mínima que seja a expectativa existe. Se não existisse pra quê ir ao médico quando sinto dor, se no fim, um dia morrerei? Pra quê ir a uma entrevista de emprego, se poderei um dia ser demitida?
      Acho que  o lance da expectativa é o que aprendi vivendo essas histórias do meu blog. E o que minha querida terapeuta me disse esses dias: EXPECTATIVAS REALISTAS. Vamos separar o joio do trigo: A expectativa se torna um problema quando você, ao entrar na promoção que citei antes, programa sua vida e larga emprego para quando o prêmio chegar. Mas você nem sabe se vai ser sorteada (o)! Ou então quando conhece  o/a tal boy/mina delícia e já acha que poderão com certeza viver um grande romance com casamento e filhos! Mas onde está o meio disso tudo? Ou seja, como saber onde estamos? Analisando os fatos! Você ficou com o/a boy/mina, estão namorando, aí conversaram sobre casamento, aí casam. Aí foi...Ou quando você faz uma entrevista de emprego, recebe elogios e minutos depois te ligam para dar a boa notícia do emprego novo. E por aí vai...Mas nem tudo que reluz é  ouro, e sendo assim, vamos com calma. Curioso eu dizer isso, né? Mas na porrada aprendi a lição: UM DIA DE CADA VEZ.
        E é assim, vivendo um dia de cada vez que conseguimos seguir a diante. Só assim mesmo que o boy/mina que te magoou vai aos poucos sumindo do teu pensamento. Nem adianta ir atrás desses clichês, achar que sua força está em ser fechada, zerada no amor. Nada a ver. Alguém pode dizer: “mas sardentaaaaaaa ele/ela não sai da minha cabeça, mesmo eu sabendo que ele/ela é  um (a) bosta”. Eu seiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii bem isso aí, mas aí você faz listas. Lista tudo o que proporcionou o fim, tudo de ruim que ele/ela fez, e suas potencialidades, ou seja, o que você pode fazer e como você é. Enfim, suas qualidades. Mais uma vez, devo dizer que essas listas minha terapeuta que me ajudou a entender a necessidade. E aí, quando bater o siricutico de querer saber dele/dela ou essa nostalgia que nos persegue nesse ‘pós-término’, levante a cabeça e leia em voz alta essa lista. Em especial a que contém os motivos do término.De repente, você ficará bem. Mas vai ser no seu tempo, do seu jeito. Mas não se feche, beleza? E vê se não se pune ouvindo esses clichês, ok? 

       Tamo junto!


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